Linked with Indigenous representatives campaign in Europe, with The Forum for the Defense of Indigenous Rights APOINME, with The World Rainforest Movement WRM, and with Aracruz Celulose and the World Cup: propaganda and deforestation.
See also: Alert against the Green Desert Movement, and Table of indigenous organisations of Brazil.
Maninha Xukuru-Kariri died on 11th octobre 2006 in the state OF Alagoas. She was experiencing respiratory problems, had a heart failure and was not treated quickly enough in the hospital of that city.
She was one of the 1000 women proposed for the Nobel Peace Price 2005.
She said: “Society tries to deny indigenous origin. They took our land, our language and our beliefs. Today, we know who we are, what are our rights and the status we wish to occupy in the history”.
« Nós vivemos no estado do Alagoas, temos várias comunidades e vivemos da agricultura, … etc etc. Nossa área é de 10.000 metros e temos 1000 habitantes. Aqui você vai encontrar muitas histórias sobre nossas aldeias, participe, envie seus comentários ».
Maninha Xukuru-Kariri – Brazil (1966 – 2006)
She works for the Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo APOINME.
During the first days of 2005, an indigenous baby died of malnutrition. Less than a month later, in another indigenous settlement, a little girl was unable to reach age four. She also had nothing to eat. In two decades, Maninha Xukuru (born 1966) has challenged latifundiary land owners, politicians, unlawful land possessors and citizens in general. Her battle: to win back the land of her people, the Xukuru-Kariri. Her goal: to ensure the effectiveness of indigenous rights.
Whether under the sweltering summer sun or the long winter rains, this girl would not give up. Maninha Xukuru who, at the time was ten years old, would face bare foot the seven km dirt road from her settlement to the town school, in Palmeira dos Índios (oblique line on first i), Alagoas. When she turned 18, she left the settlement. She moved to Recife, capital of Pernambuco, where she got a scholarship from FUNAI (National Indigenous Foundation) to study at a preparatory course to get into university.
“Five months later, I was invited to leave. Funai had only paid for the first two months.” She got a job as a sales clerk, but her salary was not enough. “It was a terrible shock. I had never lived outside of the settlement. I could no longer be a Xururu-kariri, nor be a person from the city.”
In 1989, when she was still living in Recife, she participated in her first public act beside indigenous leaders, demanding a public hospital. “It was when I realized who I was.” She returned to the settlement and found her people fighting against each other over tiny pieces of land. She started to organize meetings. Currently, there are 1300 Xukuru-kariri living in six settlements, located in about 1000 hectares. “Our fight will be long; we have the right to 15,000 hectares.”
Some of conquests that her people achieved were the construction of health centers and a school. She began meeting with other ethnic leaders and also participating in forums in other states. In 1994, she took part in the foundation of Apoinme (Articulation of the Indigenous People), of which she is one of the coordinators. She does not give up, even facing death threats. “I was born in a family of warriors. Our fight runs in our blood.”
The total extension of the lands reserved for the indigenous people corresponds to 12.3% of Brazil’s national territory. It is estimated that around 200 million Reais (~US$ 75 million) are necessary to legalize the situation of the indigenous lands already demarked all over the country. (Read all on 1000peacewomen).
Maninha Xukuru-Kariri faleceu na manhã desta quarta-feira, em Alagoas: O Cimi comunica com pesar o falecimento de Maninha Xukuru-Kariri na manhã desta quarta-feira, 11, às 9h30, em Palmeira dos Índios, Alagoas. As informações que temos até o momento são de que a liderança estava com problemas respiratórios, teve uma parada cardíaca e não foi atendida a tempo no hospital daquela cidade.
Maninha participou da Articulação dos Povos Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo desde as primeiras reuniões para a criação da entidade. Ela foi a primeira mulher a fazer parte da coordenação da Apoinme, e esteve na entidade por 16 anos. Em 2005, ela se afastou da coordenação, mas foi convidada a continuar próxima, assessorando a atuação da Articulação.
Maninha foi especialmente homenageada na 6a. Assembléia da Apoinme, em junho de 2005. Lá, Girleno Xocó companheiro de luta durante anos, falou da importância de Maninha para as lutas dos povos do Nordeste e do Leste do país. Contou que ela esteve sempre presente: nas reuniões que duravam dias, nas retomadas de terras, na organização dos povos. “No meio daquele monte de homens, ela dizia: ‘respeito é bom e eu gosto´. E todos nós aprendemos muito com isso”, afirmou Girleno.
Maninha esteve entre as 52 brasileiras indicadas pelo Projeto 1000 Mulheres Para o Prêmio Nobel da Paz de 2005. “A sociedade tenta negar suas origens indígenas. Eles tomaram nossas terras, nossas línguas e nossas crenças. Hoje, nós sabemos quem nós somos, quais são os nossos direitos e a posição que queremos ocupar na história”, disse, ao ser indicada ao prêmio.
Lembraremos de Maninha como uma grande mulher lutadora, preocupada com a vida dos povos, engajada em todos os aspectos da luta, atuante na conquista da terra, da educação, da saúde. A morte de Maninha é uma perda irreparável para o movimento indígena e para os movimentos sociais. (Conselho Indigenista Missionario, 11 de outubro de 2006).
Maninha took part in the Articulation of Indigenous Peoples of the Northeast Region, Minas Gerais and Espírito Santo (Apoinme) since the very first meetings of the entity. She was the first woman to take part in the coordination of Apoinme and she worked in the entity for 16 years. In 2005, she left the coordination of the entity but was invited to remain close to it advising the Articulation in its actions.
Maninha was paid special homage during the 6th Assembly of Apoinme, which was held in June 2005. During the assembly, Girleno Xocó, a companion in the indigenous struggle for many years, spoke about the importance of Maninha to the struggle of indigenous peoples in the northeast and east regions of Brazil. He said that she always attended meetings that lasted for days and took part in actions to reoccupy land areas and organize indigenous peoples. “Among all those men, she would say: ‘respect is a good thing and I like it.´And all of us learned a lot with this,” Girleno said.
Maninha was one of the 52 Brazilians which that the 1,000 Women Project nominated to the Nobel Peace Prize in 2005. “Society tries to deny our indigenous origin. They took away our lands, our languages and our beliefs. Today, we know who we are, what our rights are and the position we want to occupy in history,” she said when she was nominated to the prize.
We will remember Maninha as a brave woman who was very concerned with the life of indigenous peoples, was engaged in all aspects of their struggle, and was actively involved in actions to ensure their right to their lands, education, and health care. The death of Maninha constitutes an irreparable loss for indigenous movement and social movements. (Read all on Conselho Indigenista Missionario of Oct. 16, 2006).
Comentário de: Anita [Visitante]: Suyane, recebi essa carta de uma amiga de Maninha, estou colocando aqui, para voces jovens de todas as etnias do nordeste, seguirem o exemplo dessa líder abençoada.Anita
De: « Rosane Lacerda », Quarta, 11 de Outubro de 2006, Assunto: Maninha Xukuru-Kariri, ADEUS, GRANDE GUERREIRA XUKURU-KARIRI – Conheci Maninha Xukuru-Kariri em 1986. Bem jovem, ela estudava no Recife. Vivia o drama de necessitar seguir uma profissão que lhe garantisse sobreviver economicamente e, por outro lado, o desejo de permanecer junto ao seu povo. Ainda não sabia bem o que fazer, mas mirava forte o exemplo de seu pai o Pajé Antônio Celestino.Veio a luta pela retomada das terras da Mata da Cafurna, e com ela a polícia, o despejo ilegal e violento, as humilhações e ameaças à comunidade. Maninha decidia, então, que rumo tomar: ficar ao lado de seu povo. Meses de frio, de fome, e de espera por uma decisão judicial. Com muito sacrifício, a comunidade saiu vitoriosa.A comunidade cresceu, Maninha cresceu. Mas ainda havia tanto a fazer…Em 1991, surgia a Comissão Leste-Nordeste.
Oito líderes indígenas todos homens (Chicão e Zé de Santa Xukuru, Girleno Xokó, Naílton, Ninho e Manuelzinho PataxóHã-Hã-Hãe, Jonas Tupinikim, Caboquinho Potiguara). Maninha, a única liderança mulher no grupo. Reuniões trimestrais nas terras indígenas (Xukuru-Kariri, Xukuru,Xokó, Potiguara, Kiriri, Pataxó, Pataxó Hã-Hã-Hãe, Tupinikim , Guarani…), Maninha, a única liderança mulher na comitiva. 1995, Assembléia de criação da APOINME. Maninha, a única mulher na coordenação. Reuniões da APOINME nas capitais (Maceió, Recife, João Pessoa, Salvador,…), Maninha,a única mulher em meio às lideranças. Alguns começavam a falar em questão de gênero. Algumas falavam em mulher indígena. Maninha não falava sobre o tema, não ocupavaespaço na mídia. Mas agia. Conquistou um lugar de destaque e respeito num ambiente eminentemente masculino. Oito lideranças calejadas nos duros embates da luta pela terra; muitos ameaçados de morte por defenderem seus povos; todos líderes respeitados por seus povos. Maninha, em meio a eles, ganhou a sua confiança, conquistou o seu respeito. Conquistou o respeito, como ela dizia, dos meus parentes, indígenas de todos os povos do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo.
Nas reuniões, como nas tarefas da APOINME ou nas caravanas país a fora, era sempre a personificação da responsabilidade, da prudência, da ponderação, do equilíbrio.
Falava com mansidão, mas com autoridade. Era respeitada. Tinha, como gostava de dizer, o sangue dos Celestino, e das Santana.Nas lutas em defesa de seu Povo era obstinada, valente, destemida. Ameaças de morte, recebeu muitas. Mas dizia: não quero morrer, mas não posso viver fugindo. Vou ficar. Uma madrugada de 1995. Uma retomada para tentar salvar a mata da Jibóia. Na cidade, fazendeiros em passeata, carro de som, palavras de ordem contra os Xukuru-Kariri e suas lideranças. Em toda parte, notícias de jagunços que bebiam e se preparavam para subir a serra e despejar os índios à força. Na casa da fazenda, a madrugada de vigília. Crianças chorando, mulheres rezando. O ar pesado pelo anúncio de que os jagunços logo chegariam, em meio à escuridão. Me despi de meu casaco preto, e disse: Maninha, pegue, vista e fique lá fora. Se eles chegarem, corra pela mata, se esconda. Eles vão querer você”.
Manhinha agradeceu e disse: não, vou ficar. Não tenho o direito de fugir e deixar o meu povo. Se eles chegarem, estarei esperando. Pegou uma borduna, seu único instrumento de defesa,e montou guarda à porta dos fundos. O dia amanheceu, trazendo o alívio da notícia de que os jagunços haviam desistido de seu intento.
Maninha era assim, guerreira, destemida, disposta aos maiores sacrifícios. Entregou-se de corpo e alma à luta pelos direitos de seu povo, à solidariedade com as lutas dos povos do Nordeste, e à construção da APOINME. Sacrificou seus estudos na universidade, sacrificou seu convívio familiar, sua vida pessoal, por fim, sacrificou
sua saúde.Combateu o bom combate, e para sempre viverá.Vai em paz, Grande Guerreira.
Vai ao encontro de Quitéria Celestino, de Tio Migué Celestino, do Cacique Luzanel Ricardo, do Cacique Chicão Xukuru.Outros guerreiros e guerreiras, teus parentes, eu sei, estão te aguardando, com seus maracás.
Ficamos por aqui, com teus pais, teu companheiro, teus irmãos e irmãs, sobrinhos, enfim, o Povo Xukuru-Kariri que tanto amaste, e todos aqueles que tanto te admiram e respeitam. Até um dia. De sua amiga, Rosane Lacerda. Brasília DF, 11 de outubro de 2006.
XUKURU CARIRI INDIANS AND MISSIONARIES RECEIVE DEATH THREATS, INDIGENOUS TERRITORY ILEGALLY LOGGED – Reports from CIMI (Indian Missionary Council) in Brasilia (on Sept. 7th 1994)reveal that farmers have theatened to kill Indian
leader Maninha Xukuru and CIMI missionaries in Palmeira dos Indios, state of Alagoas in the northeast of Brazil. The reason being the recent relocation of the Xukuru Kariri Indians to their original territories on Aug. 22nd part of which includes two farms owned by Helio Alves de Carvalho and Leopoldino Torres. Two missionaries, Saulo Feitosa and Angelo Bueno, were almost lynched if it hadnUt been for a farmer who knew the family of one of the missionaries and pleaded in their favor thus saving their lives.
Since the the Indians have returned to their territories, local radio stations have aired messages against them and missionaries and their relatives. In parades of protest, farmers of the region have threatened to use violence to drive the Xukuru Kariri out of the area. The demarcation of this territory begun in 1989. Presently, sixty two families totalling 303 people have camped in the two farms under trees and makeshift huts.
Farmer Helio Alves de Carvalho begun to cut down trees out of one of the forests located within the Indigenous territory to sell the wood to sawmills in Palmeira dos Indios. At least one hundred truckloads of wood were cut down.
Rumors spread through the city that an armed attack against the Indians could take place at any moment. The Federal Police, which is supposedly in charge of protecting the Indians, has not sent any agents to the region so far. The FUNAI (National Indian Foundation), has been reluctant to call the Federal Police claiming that with the tension in the region, the Indians could be forced to agree on having their lands reduced.
The CIMI says it is urgent to send as many fax messages, telegrams, and letters as possible to the Minister of Justice and to the Mayor of Palmeira dos Indios demanding them to prevent the killing of the Xukuru Kariri Indians. Please request that the Minister send the Federal Police to the Indian territory, and the mayor should be asked to curb the threats posed against the Indians. (Read on Groups, Rich winkel, misc.activism.progressive, Sat 8 Oct 1994).
Projektinfo 192, Brasilien, Revitalisierung statt Umleitung des Rio São Francisco, Indigenen-Netzwerk APOINME warnt vor sozialer und ökologischer Katastrophe – « Im Nordosten war der Zugang zu Wasser schon immer eine Frage der Verteilung. Im São Francisco-Tal fehlt Bewohnern schon heute das Trinkwasser, während direkt nebenan die Weintrauben in der Sonne berieselt werden. Hier entscheiden weder Bedarf, noch Not oder Recht – hier entscheiden Geschäftsinteressen. Man stelle sich vor, der Rhein solle in die Mark Brandenburg umgeleitet werden, um dort Bananen für den Export nach Alaska zu produzieren und um so Arbeitsplätze zu schaffen und die Landflucht zu stoppen. In Brasilien treibt Präsident Lula mit ungebremstem Fortschrittsglauben ein längst als Größenwahn eingestuftes Bewässerungsprojekt riesigen Ausmaßes voran: Die 150 Jahre alte Vision, den Rio São Francisco über hunderte Kilometer zu verlegen. Ohne Rücksicht auf längerfristige Folgen für Natur und Anwohner soll das umgeleitete Wasser der Küstenmetropole Fortaleza und dem Anbau von Obstplantagen, die für den Weltmarkt produzieren, zugute kommen. Erdbeeren, Weintrauben, Krabbenzucht – dorthin soll das Wasser fließen, das der bitterarmen Landbevölkerung beim Anbau ihrer täglichen Nahrung – Mais und Bohnen – schon heute fehlt. Derzeitiger heftiger Widerstand könnte das Projekt noch stoppen. Denn der 2.700 km lange Fluss ist die Lebensader des von Verwüstung bedrohten Nordostens – trotz der Staudämme, der Abwassereinleitungen und des sinkenden Wasserpegels. Ökologen ebenso wie das Netzwerk APOINME sind sich deswegen einig, dass der Fluss dringend « wiederbelebt » werden muss … Das Gleiche gilt für den Zugang zu Land. » Maninha Xukuru-Kariri, Mitgründerin von APOINME. (Lese den Rest dieses Artikels in Solidarische Welt).
Indigenous Indian leaders are not enthusiastic after meeting with President Lula, May 10,2004 – The general impression of the 25 representatives of the indigenous movement of their first audience with President Luiz Inácio Lula da Silva varies from bad to passable. The government asked the Indians to be patient and reaffirmed its commitment to the indigenous cause, but did not announce any measure in favor of the indigenous peoples. The only thing it declared was, once again, that the ratification of the Raposa-Serra do Sol Indigenous Land, in the State of Roraima, is about to be signed and that the Indians will be pleased with it. Nothing new besides the photos of the President with a Xavante headdress in newspapers and on the TV. (Socioambiental).
links:
Im Mai 2000 mit Maninha Xukuru Karin, vom indigenen Netzwerk APOINME, Brasilien;
PREMIO NOBEL DE LA PAZ, 1000 mujeres de todo el mundo para el Premio Nobel de la Paz 2005;
Instituto Socioambiental, en portugues;
Instituto Socioambiental, in english;
Eternas saudades da guerreira Maninha Xukuru, 12 de outubro de 2006.